quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O Outono da minha aldeia

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O Outono da minha aldeia

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Cai a folha ao castanheiro,

Nesta quadra Outonal,

E o vento corre brejeiro

Refrescando Portugal.

A castanha vem de novo

Entre dois copos de vinho,

Alegrar o nosso povo

Na noite de S. Martinho.

Os campos perdem o brio

Numa cor amarelada,

Começou a fazer frio

E a terra ficou gelada.

Já é tempo da velhinha

Ir ao monte p’ra colher

Três cavacos e uma pinha,

Para o lume ir acender.

E depois lá na lareira,

No conforto do seu lar,

Dar graças, por ser da Beira

E na aldeia hoje morar.

Como é linda a sua terra,

A qual vai dentro em breve,

Cobrir de branco a serra,

Com fino manto de neve.

E depois nesta odisseia

O ditado, já é eterno,

O Outono deixa a aldeia

E a seguir vem o Inverno.

Rama Lyon

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Poema da 1477

A Companhia 1477

de férias na Guiné
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Este poema, retraça o triste cenário, daquilo que foi a vida dos antigos combatentes, a passarem "férias" forçadas, lá por essas terras distantes.

Para o ler click no link abaixo
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sábado, 27 de agosto de 2011

CONVIVIO da Companhia1477

COMPANHIA DE CAÇADORES 1477

Numa atmosfera de alegria indiscutível, realizou-se em S. Mamede/Fátima, no passado dia 14 de Agosto de 2011, o segundo convívio, dos antigos combatentes da Companhia de Caçadores 1477, que prestaram serviço militar na antiga província ultramarina da GUINÉ.

Neste dia de franca camaradagem, trocou-se a espingarda e o morteiro pela faca e o garfo e a “nossa guerra”, ao contrário de ter sido travada na agitação da selva, foi calmamente feita à volta de uma mesa bem recheada.

No final desta maravilhosa festa, só nos restou, agradecer reconhecidamente, ao nosso amigo e camarada de armas, Américo Jesus Nunes, pela organização de tal evento, que mais uma vez esteve a seu cargo.

Obrigado a todos pela vossa simpática presença.

António Rama (ex-soldado condutor 1632)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A capelinha do monte

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A capelinha do monte

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Lá no alto, tão branquinha

No esplendor da serrania,

Brilha aquela capelinha

Onde nós fomos um dia.

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Decorria a procissão

Quando eu te abordei

E ao bater do coração

Meu amor te declarei.

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Lembro ainda com saudade

O vermelho do teu rosto

A corar de f’licidade

Nesse lindo mês d’Agosto.

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Com a nossa timidez

Num beijinho doce e terno

Fizemos com sensatez

Uma jura d’amor eterno.

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Na romaria do monte

Enlaçados mão na mão,

Como a água lá na fonte

Nasceu a nossa paixão.

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E cresceu cada vez mais

Ao longo de muitos anos,

Sem nunca haver temporais

Decepções ou desenganos.

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Louvada seja a Senhora

Que mora naquele altar

Pela ideia protetora

Que teve em nos juntar.

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Rama Lyon

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sábado, 16 de julho de 2011

Antigos combatentes da Guiné

video
A COMPANHIA DE CAÇADORES 1477,
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prestou serviço militar na nossa antiga colónia portuguesa da GUINÉ. Esta é, uma singela homenagem, a todos aqueles que se bateram por Portugal...
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RAMA LYON

domingo, 3 de julho de 2011

C C 1477

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COMPANHIA DE CAÇADORES 1477

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Vai realizar-se em FÁTIMA , no próximo dia 14 de Agosto de 2011

mais um almoço/convívio dos antigos combatentes, desta companhia, que prestaram serviço militar na antiga província ultramarina da GUINÉ.

Venham todos a este nosso encontro e façam-se acompanhar de vossos

familiares e amigos.

Para contactos e inscrições:

Senhor: Américo Jesus Nunes, Telemóvel….

960 490 376

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Antigos camaradas de armas, contamos com a vossa presença
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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Meu florido mês de Maio

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Meu florido mês de Maio

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Andei por campos em flor,

Ouvi ao longe cantar o gaio,

Deslumbrei-me com o odor

Deste lindo mês de Maio.

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E no cheiro desmedido

Que por sorte respirei,

Fiz o poema mais florido

Que algum dia já assinei.

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Com seu fato domingueiro

Este mês assim tão belo,

Vestia o campo e o outeiro

De vermelho e amarelo.

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Até as aves do monte

No seu terno chilrear,

Diziam à água da fonte

Para os campos ir regar.

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E no meio dessa beleza

Eu fiquei maravilhado,

Respirando a natureza

A florir por todo o lado.

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Pela beira do caminho

Que tão lindas rosas tinha,

Apanhei um bom raminho

Para a minha ‘’queridinha’’.

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Os meus beijos lhe juntei,

E a correr como um catraio,

Lindo encanto lhe levei

Dum florido mês de Maio.

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Rama Lyon

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terça-feira, 26 de abril de 2011

Uma Páscoa especial

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…Uma Páscoa especial...

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Era Páscoa na aldeia,

A cruz andava na rua,

E Jesus da Galileia

Foi da minha casa à tua.

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As pessoas, animadas,

Marcavam sua presença,

Tão alegres, bem trajadas,

Na fé pura duma crença.

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Quando entrei no teu lar

Para beijar o Senhor,

Cruzei-me com teu olhar

E vi nele todo o fulgor.

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Entre nós então surgiu

Qualquer coisa retumbante,

Que p’ra sempre nos uniu

Naquele pequeno instante.

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Ao beijares aquela cruz

Tive em mim um tal desejo,

De sentir, como Jesus,

A carícia do teu beijo.

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Nesse dia primaveril

Com ternura tão sincera,

Eu fui cravo de Abril

E tu flor da Primavera.

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Muita Páscoa já passou

P’lo jardim da nossa vida,

Mas essa que nos juntou

Nunca vai ser esquecida.

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Rama Lyon

quarta-feira, 30 de março de 2011

Minha linda magnólia

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Minha linda magnólia

Oh magnólia, meu encanto,

Das flores formando um véu,

Que estão em doce pranto

Viradinhas para o céu.

Embelezas meu jardim

Numa dádiva sincera,

Com teu manto de cetim

Colorindo a Primavera.

És um raio de alegria

Dando luz a um belo tema,

Num jardim de poesia

Onde eu fiz este poema.

Até mesmo os passarinhos

Como bons respeitadores

Não fazem em ti os ninhos

P’ra poupar as tuas flores.

És por todos, admirada,

Pela tua grande beleza.

Linda estrela, iluminada,

A dar brilho à Natureza.

Quando o vento acaricia

Tuas pétalas levemente,

Elas lançam a poesia

Na alma da nossa gente.

Mesmo próximas da meta

A tombarem para o chão,

Ainda alegram o poeta

A quem deram inspiração.

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Rama Lyon

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terça-feira, 22 de março de 2011

Poeta Perdido

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A guerra voltou de novo

A este Mundo incapaz

De controlar o seu povo

Que não quer viver em paz.

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E nós vamos assistindo

Ao semear da destruição,

Com as bombas já caindo

A matar sem compaixão.

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No ’’poleiro’’os fabricantes

Desta máquina infernal

Vão dizendo, delirantes,

Que é para atacar o mal.

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Eu talvez, seja ignorante

Nesta guerra sem juízo.

Mas não vejo um só instante

Que tal acto seja preciso.

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Já pensei a vida inteira

Sem poder compreender,

Se não há outra maneira

D’haver calma sem morrer.

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Neste mundo, entristecido,

Eu não sei mais o que sinto,

Sou um poeta, já perdido

No centro dum labirinto.

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Mas no fundo até percebo

Que p’ró mal que há na terra,

Não são os versos q’escrevo

Que farão parar a guerra.

Rama Lyon

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Romance amoroso

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Romance amoroso

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Há muitos versos de amor

Incertos nas asas do vento

Mas os que têm mais valor

Trago-os eu no pensamento.

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Foi a seta do Cupido

Com a tinta da paixão

Que pôs versos com sentido

No meu pobre coração.

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Tinhas tu, dezassete anos,

Linda flor na mocidade,

Quando eu sem ter enganos

Me apaixonei de verdade.

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Desde logo no meu peito

Se começou a escrever

Um romance tão bem feito

Que melhor não deve haver.

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E a prova do que digo

Está nesta caminhada

Que eu fiz junto contigo

Pela vida de mão dada.

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Linda história, tão sentida,

Que nosso amor escreveu,

No livro da própria vida

Que até hoje ninguém leu.

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Esta chama abençoada

Que nos une tanto assim,

É por nós comemorada

No dia de S. Valentim.

Rama Lyon

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