quinta-feira, 16 de novembro de 2017
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Dia do trabalhador
Dia do trabalhador
Haja sol ou temporal
De casa hoje não saio,
É feriado em Portugal
No dia primeiro de Maio.
Os problemas vão pró canto,
Nem sequer me vou ralar,
Vou dormir como um santo,
Hoje é para descansar.
No país, por todo o lado,
O melhor que hoje se tem,
Como tudo está fechado
Não se paga a ninguém.
Alegra-me o inventor
Que teve a ideia brilhante,
De brindar o trabalhador
Com um dia repousante.
Se eu não fosse exagerado
E até ver que fica mal,
Pedia para ser feriado
Muitos dias em Portugal.
Mas prefiro ir desfilando
Entre sonhos e ilusões,
Com o povo resmungando
Contra governo e patrões.
E lá por hoje ser feriado,
Ninguém deixe de pensar,
Naqueles que são obrigados
De neste dia trabalhar.
Rama Lyon
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Madrugada da Liberdade
A noite estava tão linda
Vestida de luz prateada
E Lisboa dormia ainda
Nos braços da madrugada.
Capitães em movimento
Vão entrando na cidade,
À procura do momento
D’ instaurar a liberdade.
Era a luta destemida
Marcada na sua farda
E a paz bem definida
Nos canos da espingarda.
Na noite primaveril,
Traçam letras de glória.
É vinte e cinco d’Abril
A ficar na nossa história.
E aos poucos foi surgindo
A manhã que apregoa,
Cravos vermelhos florindo
P’los recantos de Lisboa.
E num gesto d’homenagem
Veio juntar-se a multidão,
Dando vivas à coragem
Dos heróis desta nação.
Portugal assim voltou
A cumprir os seus planos
E a ditadura se afundou,
Já lá vão quarenta anos.
Rama Lyon
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
O Natal e o Ano Novo
O NATAL E O ANO NOVO
Numa bênção Celestial
Com a alegria do povo,
Já passou mais um Natal,
Vai chegar o Ano Novo.
Neste momento de festa
Rezemos ao Deus-menino
Porque aquilo que nos resta
É aguentar nosso destino.
A Nação nunca foi rica
Mas há sempre uma luz
E até mesmo o Benfica
Também grita…ai Jesus.
É a roda de uma vida
Que toda a gente tem
E duma forma sentida
Nos transporta mais além.
Vamos lá, com esperança
Aguardar como irá ser
E ter muita confiança
Neste ano que vai nascer.
Somos povo português
Com vontade de lutar
Nesta nau, mais uma vez,
Não podemos naufragar.
Se as videiras derem vinho
E os campos muito pão,
Teremos pelo caminho
Um bom ano no coração.
Rama Lyon
Árvore sem folhas
É Inverno, triste vida
Para a árvore como eu,
Que agora está despida
Das folhas que Deus lhe deu.
Eu já fui muito frondosa
No meu traje colorido,
Mas fiquei tão horrorosa,
Ao perder o meu vestido.
As folhas foram tombando,
Uma a uma para a rua
E assim eu fui ficando
Condenada a viver nua.
Já perdi toda a beleza,
Minha roupa hoje é lixo
E eu pergunto à natureza
Porque tem um tal capricho.
Faz-me tanta confusão
Este meu viver d’inferno,
Estou vestida no Verão
E despida no Inverno.
Ao sabor da ventania
Cá me vou aguentando,
Para sentir qualquer dia
Novas filhas arribando.
Paciente, vou esperar
Plo bom tempo outra vez,
Pra depois poder tapar
De novo minha nudez.
Rama Lyon
terça-feira, 12 de novembro de 2013
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Programa Cordel de palavras Rama Lyon2
Os meus agradecimentos à nossa amiga Fernanda Mesquita,
realizadora do programa Cordel de Palavras, pela
preferência dada aos meus poemas e, também
pelo trabalho exaustivo que teve na
elaboração deste vídeo
Um beijinho
domingo, 13 de outubro de 2013
== Folha morta ==
Sempre tive a melhor sorte
Na árvore que me criou,
Mas um dia o vento forte
Dos seus braços me arrancou.
Hoje sou uma folha morta
Pelo tempo, abandonada
Que anda de porta em porta
Sem
ter rumo nem ter nada.
Minha mãe ficou tão triste
Quando eu caí ao chão.
Para ela já não existe
Os bons tempos de Verão.
Segue agora a padecer
No orvalho das manhãs,
Porque em breve irá perder
Todas as minhas irmãs.
Sem juiz fui condenada
A sofrer o meu castigo,
De dormir pela calçada
Qual objeto sem abrigo.
É bem triste a minha sina,
O viver sempre à deriva,
No virar de cada esquina
A fazer de morta-viva.
E na vida em turbilhão
Vou vivendo o meu inferno,
Como folha de Verão
A caminho do Inverno.
Rama Lyon
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Vindimas
à portuguesa
Traz os cestos, é altura,
De partir plo monte acima,
A uva está bem madura,
Já é tempo da vindima.
Não
te esqueças de levar,
Como
arma caçadeira
A
tesoura pra sacar
Os
bons cachos à parreira.
Quando chegares à vinha
Com certeza vais notar
Que há muita avezinha
Que anda lá a vindimar.
Mas
fogem em debandada
Como um bando de ladrões
E deixam a empreitada
Para outros “passarões”.
E estes recém-chegados
Com ar calmo e sereno,
Por entre cachos dourados
Vão-se pondo no terreno.
Passa o dia alegremente
Num convívio exemplar,
E os cachos ao sol poente
São levados pra pisar
Jà deu p ra compreender
Que das uvas se faz vinho,
Pra mais tarde se beber,
Mas com muito cuidadinho.
Rama
Lyon
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Cuidado com o fogo
Neste tempo acalorado,
Vou pedir a sua atenção,
Para ter muito cuidado
Com o lume, no verão.
Uma queimada modesta,
Quando se põe a caminhar,
Vai correr pela floresta
Dia e noite sem parar.
O queimar não lhe importa,
Nem tem pena de ninguém
E até mesmo à sua porta
Pode acontecer também.
Antes que o fogo alastre,
Tenha muito cuidadinho,
Para evitar o desastre
Não acenda o cigarrinho.
No final de uma fumaça,
Um cigarro posto fora,
Pode ser uma desgraça
A surgir a qualquer hora.
É bom reflectir primeiro,
Que o perigo está à espreita,
Porque o fogo traiçoeiro
Nem de noite, ele se deita.
Temperatura alta ou baixa,
Não faça do lume um jogo,
Deixe os fósforos na caixa
E não brinque com o fogo.
Rama Lyon
domingo, 30 de junho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Cordel de Palavras--Rama Lyon
Este video, foi gentilmente autorizado, neste meu blogue, pela sua autora, a minha amiga Fernanda Rocha Mesquita, poetisa, que sempre me acompanhou, por estes caminhos da poesia e da amizade.
Parabéns pela excelente qualidade do seu programa -Cordel de Palavras- a partir da, www.radio.lusitaniacb.com. Quero expressar aqui, o meu "muito obrigado" pela emissao que recentemente me dedicou.
Rama Lyon
domingo, 23 de junho de 2013
Noite quente de S. João
Por andares de perna ao léu
Não te digo nem te conto,
Um anjo desceu do céu
Era meia-noite em ponto.
Colocou-te à minha beira
Com arquinho e balão,
Pra acender a fogueira,
Dentro do meu coração.
Procurei guardar a calma
Nos teus braços a dançar,
Mas a minha pobre alma
Teimava em se queimar.
Quanto mais rodopiava
Nas voltas do bailarico,
Mais o fogo me queimava
As folhas do manjerico.
E no meio dessa chama,
Foste flor da madrugada,
A mostrar-me que quem ama
Não tem medo da noitada.
Quando as brasas se apagaram
Cada qual foi pró seu lado,
Só as cinzas lá ficaram
Como um sonho consumado.
E eu parti ao amanhecer
Com fervor no coração,
De contigo voltar a ter
Outro novo São João…
Rama Lyon
segunda-feira, 1 de abril de 2013
O dia das mentiras
Portugal já tem dinheiro
E deixou de andar ‘‘à nora’’
Veio prá rua todo gaiteiro
E mandou a troika embora.
Há trabalho para o povo,
Tantas fábricas reabriram,
A alegria voltou de novo
Porque os sonhos já floriram.
Numa onda de ventania
Os capitais já regressaram,
Pra fazer nossa alegria,
Até os impostos baixaram.
Cortou-se o mal p’la raiz
Com mãos fortes, poderosas,
E por fim no meu país
Tudo é...um mar de rosas.
Mas no meio desta riqueza
Em que eu, pus a Nação,
Quero dizer com clareza;
Simplesmente é ilusão.
Foi apenas um esquema
Estas palavras tão giras,
Que serviram de poema
Para o dia das mentiras.
A mentira é grosseria,
Fica mal num ser humano.
Eu menti só neste dia,
Mas alguns, é todo o ano.
Rama Lyon
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
OS CAMINHOS DO AMOR
Nos tempos da mocidade
Deus traçou a minha sorte,
E nas asas da liberdade
Eu parti sem passaporte.
Eram os anos da inocência,
De uma vida feita em flor,
Onde os ventos da evidência
Me conduziam pró amor.
Percorri muitos caminhos
Sem rumo nem direcção
E entre rosas e espinhos
Procurei teu coração.
Nessa longa caminhada
Que eu vivi com tal ardor,
Tinha a fé incontestada
De achar um grande amor.
E no fim desse caminho,
Como raios de primavera,
Encontrei lá num cantinho
Dois braços à minha espera.
Fez-se o sonho realidade,
Nessa hora à tua beira,
Começou a felicidade
Contigo prá vida inteira.
Os versos deste poema
Hoje são velha paisagem,
Mas eu nunca senti pena
De ter feito esta viagem.
Rama Lyon
domingo, 6 de janeiro de 2013
Este ano 2013
No girar que a terra tem
Com Janeiro a aparecer,
Parte um ano, outro vem,
É assim nosso viver.
O que passou, nós sabemos,
Como foi, o que nos deu,
Mas aquele que hoje temos
É surpresa… digo eu.
Já muito tenho falado
No começo de cada ano,
Mas agora embaraçado
Tenho medo dum engano.
As coisas estão tão mal
Neste mundo ao desprazer
Que eu confesso, afinal,
Não saber o que dizer.
Quero apenas desejar
Ao nosso ilustre povo,
Coragem p,ra suportar
Os rigores do Ano Novo.
E que Deus ande por perto
Divulgando sua virtude,
Para neste mundo incerto
Nos dar um pouco de saúde.
Neste ano em questão,
Seja lá o que ele for,
Desejo do coração;
Santa paz e muito amor.
Rama Lyon
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