Ano dois mil e dez
Meia-noite e o temporal
Varre a rua a nossos pés,
Vai chegando a Portugal
Este ano dois mil e dez.
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Não importa a agitação
Desta forte tempestade,
Porque o nosso coração
Bate louco d’ansiedade.
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O mau tempo não impede
Algarvio ou transmontano
Que na rua hoje se quede
Sem saudar o novo ano.
E até mesmo na Madeira
Nos Açores e Porto Santo
Reina grande brincadeira
Nos braços de puro encanto.
Seja longa a f’licidade
Que esta noite hoje nos dá,
Num mar de tranquilidade
Da Austrália ao Canadá.
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Seja um ano de alegria
De paz franca e cordial,
Espalhando essa energia
Na atmosfera mundial.
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E que Deus nos dê a sorte
Nesta vida de esperança
De acabar o vento forte
E ser um Ano de bonança.
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Rama Lyon
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