segunda-feira, 1 de abril de 2013



O dia das mentiras



Portugal já tem dinheiro
E deixou de andar ‘‘à nora’’
Veio prá rua todo gaiteiro
E mandou a troika embora.

Há trabalho para o povo,
Tantas fábricas reabriram,
A alegria voltou de novo
Porque os sonhos já floriram.

Numa onda de ventania
Os capitais já regressaram,
Pra fazer nossa alegria,
Até os impostos baixaram.

Cortou-se o mal p’la raiz
Com mãos fortes, poderosas,
E por fim no meu país
Tudo é...um mar de rosas.

Mas no meio desta riqueza
Em que eu, pus a Nação,
Quero dizer com clareza;
Simplesmente é ilusão.

Foi apenas um esquema
Estas palavras tão giras,
Que serviram de poema
Para o dia das mentiras.

A mentira é grosseria,
Fica mal num ser humano.
Eu menti só neste dia,
Mas alguns, é todo o ano.

                        Rama Lyon

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013




     
             
       FELIZ SÃO VALENTIM





quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013



OS CAMINHOS DO AMOR


Nos tempos da mocidade
Deus traçou a minha sorte,
E nas asas da liberdade
Eu parti sem passaporte.

Eram os anos da inocência,
De uma vida feita em flor,
Onde os ventos da evidência
Me conduziam pró amor.

Percorri muitos caminhos
Sem rumo nem direcção
E entre rosas e espinhos
Procurei teu coração.

Nessa longa caminhada
Que eu vivi com tal ardor,
Tinha a fé incontestada
De achar um grande amor.

E no fim desse caminho,
Como raios de primavera,
Encontrei lá num cantinho
Dois braços à minha espera.

Fez-se o sonho realidade,
Nessa hora à tua beira,
Começou a felicidade
Contigo prá vida inteira.

Os versos deste poema
Hoje são velha paisagem,
Mas eu nunca senti pena
De ter feito esta viagem.

                                             Rama Lyon

domingo, 6 de janeiro de 2013



Este ano 2013


                      No girar que a terra tem
                      Com Janeiro a aparecer,
                     Parte um ano, outro vem,
                         É assim nosso viver.

                    O que passou, nós sabemos,
                      Como foi, o que nos deu,
                    Mas aquele que hoje temos
                        É surpresa… digo eu.

                        Já muito tenho falado
                      No começo de cada ano, 
                       Mas agora embaraçado
                     Tenho medo dum engano.

                       As coisas estão tão mal
                     Neste mundo ao desprazer 
                       Que eu confesso, afinal,
                         Não saber o que dizer. 

                         Quero apenas desejar
                         Ao nosso ilustre povo,
                         Coragem p,ra suportar
                       Os rigores do Ano Novo.

                      E que Deus ande por perto
                         Divulgando sua virtude,
                        Para neste mundo incerto
                      Nos dar um pouco de saúde.

                         Neste ano em questão,
                           Seja lá o que ele for,
                            Desejo do coração;
                        Santa paz e muito amor.

                                                        Rama Lyon


domingo, 23 de dezembro de 2012

Um pedido de Natal



              Um pedido de Natal     



  Um menino de pouca idade
  À deriva em Portugal,
  Ao ver tanta austeridade
  Escreveu ao Pai Natal.

                                    Não pedia nenhum brinquedo,
                             Mas apenas, ficar seguro,
                             De poder andar sem medo
                             P’los caminhos do futuro.

  Hoje pisa a incerteza,
  Sem ter rumo, caminhando,
  Na estrada da pobreza,
  Sabe Deus até quando.

                                    Nem mesmo esta criança
                             A passar horas delirantes,
                             Hoje sente a confiança
                             Nestes nossos governantes.

  Por isso o seu pedido,
  Que é um grito d’infeliz,
  Fica aqui bem dirigido
  Aos ‘senhores’ deste país.

                                     Que haja paz e sossego
                              Por toda a nossa nação,
                              E o seu pai tenha emprego
                              Para em casa haver pão.

  Fica claro o seu intento
  Nos versos deste poema,
  Que Jesus esteja atento,
  E resolva seu problema.

                                    Rama Lyon


quinta-feira, 1 de novembro de 2012




Temporal no meu país


Houve alguém a provocar
Um tremendo temporal,
Que começa a devastar
Este pobre Portugal.

É uma nuvem de tormentos
A pairar sobre a nação,
Onde já sopram os ventos
Duma enorme confusão.

Num constante rodopio
À volta deste tornado,
Faça sol, ou faça frio,
Pobre Zé está tramado.

Quase nada há a fazer
Em face do vendaval,
É gramar até poder
Para salvar Portugal.

Pouca sorte, mau castigo,
Que esta vida nos dá.
Somos povo sem abrigo
Caminhando ao Deus dará.

Por um trilho infeliz
O Abril foi-se afastando
E os cravos do meu país
Pouco a pouco vão murchando.

Tristemente, aguardamos,
O final da tempestade,
Para ver se encontramos
Outra vez tranquilidade.

Rama Lyon

quarta-feira, 19 de setembro de 2012




A escada da amizade

Construi a minha escada
Com degraus de amizade,
Para a paz ser alcançada
Com melhor facilidade.

Neste meu lindo viver
Procuro com insistência,
Dia e noite combater
Toda a forma de violência.

Só assim sinto o amor
Nestes sonhos que são meus.
Respeito seja quem for
Na feliz graça de Deus.

Detesto, quem nesta vida,
Só procura fazer o mal
Na silhueta escondida,
Dum instinto de animal.
.
Com certeza era melhor
Caminharmos mão na mão,
Plos caminhos do amor,
Em perfeita comunhão.

Fazer alta à decadência
Que o nosso mundo tem
E, findar com a violência,
Que não alimenta ninguém.

Para quê, luta aguerrida,
Procurando as arrelias,
Se afinal a nossa vida,
Neste mundo, são dois dias.

Rama Lyon