Na Guiné, era assim... a vida do combatente.
domingo, 30 de junho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Cordel de Palavras--Rama Lyon
Este video, foi gentilmente autorizado, neste meu blogue, pela sua autora, a minha amiga Fernanda Rocha Mesquita, poetisa, que sempre me acompanhou, por estes caminhos da poesia e da amizade.
Parabéns pela excelente qualidade do seu programa -Cordel de Palavras- a partir da, www.radio.lusitaniacb.com. Quero expressar aqui, o meu "muito obrigado" pela emissao que recentemente me dedicou.
Rama Lyon
domingo, 23 de junho de 2013
Noite quente de S. João
Por andares de perna ao léu
Não te digo nem te conto,
Um anjo desceu do céu
Era meia-noite em ponto.
Colocou-te à minha beira
Com arquinho e balão,
Pra acender a fogueira,
Dentro do meu coração.
Procurei guardar a calma
Nos teus braços a dançar,
Mas a minha pobre alma
Teimava em se queimar.
Quanto mais rodopiava
Nas voltas do bailarico,
Mais o fogo me queimava
As folhas do manjerico.
E no meio dessa chama,
Foste flor da madrugada,
A mostrar-me que quem ama
Não tem medo da noitada.
Quando as brasas se apagaram
Cada qual foi pró seu lado,
Só as cinzas lá ficaram
Como um sonho consumado.
E eu parti ao amanhecer
Com fervor no coração,
De contigo voltar a ter
Outro novo São João…
Rama Lyon
segunda-feira, 1 de abril de 2013
O dia das mentiras
Portugal já tem dinheiro
E deixou de andar ‘‘à nora’’
Veio prá rua todo gaiteiro
E mandou a troika embora.
Há trabalho para o povo,
Tantas fábricas reabriram,
A alegria voltou de novo
Porque os sonhos já floriram.
Numa onda de ventania
Os capitais já regressaram,
Pra fazer nossa alegria,
Até os impostos baixaram.
Cortou-se o mal p’la raiz
Com mãos fortes, poderosas,
E por fim no meu país
Tudo é...um mar de rosas.
Mas no meio desta riqueza
Em que eu, pus a Nação,
Quero dizer com clareza;
Simplesmente é ilusão.
Foi apenas um esquema
Estas palavras tão giras,
Que serviram de poema
Para o dia das mentiras.
A mentira é grosseria,
Fica mal num ser humano.
Eu menti só neste dia,
Mas alguns, é todo o ano.
Rama Lyon
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
OS CAMINHOS DO AMOR
Nos tempos da mocidade
Deus traçou a minha sorte,
E nas asas da liberdade
Eu parti sem passaporte.
Eram os anos da inocência,
De uma vida feita em flor,
Onde os ventos da evidência
Me conduziam pró amor.
Percorri muitos caminhos
Sem rumo nem direcção
E entre rosas e espinhos
Procurei teu coração.
Nessa longa caminhada
Que eu vivi com tal ardor,
Tinha a fé incontestada
De achar um grande amor.
E no fim desse caminho,
Como raios de primavera,
Encontrei lá num cantinho
Dois braços à minha espera.
Fez-se o sonho realidade,
Nessa hora à tua beira,
Começou a felicidade
Contigo prá vida inteira.
Os versos deste poema
Hoje são velha paisagem,
Mas eu nunca senti pena
De ter feito esta viagem.
Rama Lyon
domingo, 6 de janeiro de 2013
Este ano 2013
No girar que a terra tem
Com Janeiro a aparecer,
Parte um ano, outro vem,
É assim nosso viver.
O que passou, nós sabemos,
Como foi, o que nos deu,
Mas aquele que hoje temos
É surpresa… digo eu.
Já muito tenho falado
No começo de cada ano,
Mas agora embaraçado
Tenho medo dum engano.
As coisas estão tão mal
Neste mundo ao desprazer
Que eu confesso, afinal,
Não saber o que dizer.
Quero apenas desejar
Ao nosso ilustre povo,
Coragem p,ra suportar
Os rigores do Ano Novo.
E que Deus ande por perto
Divulgando sua virtude,
Para neste mundo incerto
Nos dar um pouco de saúde.
Neste ano em questão,
Seja lá o que ele for,
Desejo do coração;
Santa paz e muito amor.
Rama Lyon
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