domingo, 13 de outubro de 2013
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Vindimas
à portuguesa
Traz os cestos, é altura,
De partir plo monte acima,
A uva está bem madura,
Já é tempo da vindima.
Não
te esqueças de levar,
Como
arma caçadeira
A
tesoura pra sacar
Os
bons cachos à parreira.
Quando chegares à vinha
Com certeza vais notar
Que há muita avezinha
Que anda lá a vindimar.
Mas
fogem em debandada
Como um bando de ladrões
E deixam a empreitada
Para outros “passarões”.
E estes recém-chegados
Com ar calmo e sereno,
Por entre cachos dourados
Vão-se pondo no terreno.
Passa o dia alegremente
Num convívio exemplar,
E os cachos ao sol poente
São levados pra pisar
Jà deu p ra compreender
Que das uvas se faz vinho,
Pra mais tarde se beber,
Mas com muito cuidadinho.
Rama
Lyon
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Cuidado com o fogo
Neste tempo acalorado,
Vou pedir a sua atenção,
Para ter muito cuidado
Com o lume, no verão.
Uma queimada modesta,
Quando se põe a caminhar,
Vai correr pela floresta
Dia e noite sem parar.
O queimar não lhe importa,
Nem tem pena de ninguém
E até mesmo à sua porta
Pode acontecer também.
Antes que o fogo alastre,
Tenha muito cuidadinho,
Para evitar o desastre
Não acenda o cigarrinho.
No final de uma fumaça,
Um cigarro posto fora,
Pode ser uma desgraça
A surgir a qualquer hora.
É bom reflectir primeiro,
Que o perigo está à espreita,
Porque o fogo traiçoeiro
Nem de noite, ele se deita.
Temperatura alta ou baixa,
Não faça do lume um jogo,
Deixe os fósforos na caixa
E não brinque com o fogo.
Rama Lyon
domingo, 30 de junho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Cordel de Palavras--Rama Lyon
Este video, foi gentilmente autorizado, neste meu blogue, pela sua autora, a minha amiga Fernanda Rocha Mesquita, poetisa, que sempre me acompanhou, por estes caminhos da poesia e da amizade.
Parabéns pela excelente qualidade do seu programa -Cordel de Palavras- a partir da, www.radio.lusitaniacb.com. Quero expressar aqui, o meu "muito obrigado" pela emissao que recentemente me dedicou.
Rama Lyon
domingo, 23 de junho de 2013
Noite quente de S. João
Por andares de perna ao léu
Não te digo nem te conto,
Um anjo desceu do céu
Era meia-noite em ponto.
Colocou-te à minha beira
Com arquinho e balão,
Pra acender a fogueira,
Dentro do meu coração.
Procurei guardar a calma
Nos teus braços a dançar,
Mas a minha pobre alma
Teimava em se queimar.
Quanto mais rodopiava
Nas voltas do bailarico,
Mais o fogo me queimava
As folhas do manjerico.
E no meio dessa chama,
Foste flor da madrugada,
A mostrar-me que quem ama
Não tem medo da noitada.
Quando as brasas se apagaram
Cada qual foi pró seu lado,
Só as cinzas lá ficaram
Como um sonho consumado.
E eu parti ao amanhecer
Com fervor no coração,
De contigo voltar a ter
Outro novo São João…
Rama Lyon
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