segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Romance amoroso

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Romance amoroso

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Há muitos versos de amor

Incertos nas asas do vento

Mas os que têm mais valor

Trago-os eu no pensamento.

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Foi a seta do Cupido

Com a tinta da paixão

Que pôs versos com sentido

No meu pobre coração.

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Tinhas tu, dezassete anos,

Linda flor na mocidade,

Quando eu sem ter enganos

Me apaixonei de verdade.

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Desde logo no meu peito

Se começou a escrever

Um romance tão bem feito

Que melhor não deve haver.

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E a prova do que digo

Está nesta caminhada

Que eu fiz junto contigo

Pela vida de mão dada.

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Linda história, tão sentida,

Que nosso amor escreveu,

No livro da própria vida

Que até hoje ninguém leu.

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Esta chama abençoada

Que nos une tanto assim,

É por nós comemorada

No dia de S. Valentim.

Rama Lyon

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

As festas de fim do ano

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Na mais pura tradição

Duma crença celestial

Com alegria no coração

Festejámos o Natal.

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Oxalá que tenham visto

A estrelinha a cintilar

Anunciando Jesus Cristo

Que nasceu p’ra nos salvar.

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E com paz, muito fervor,

Cada alma verdadeira

Tenha sempre com amor,

Um Natal a vida inteira.

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Como prenda merecida

Ele traga ao nosso povo,

Na ventura mais florida

Um risonho Ano Novo.

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Está prestes a findar

Este velho calendário

E um novo vai chegar

Como simples emissário.

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Vamos lá, todos abrir

As portas com alegria,

P’ra que ele possa vir

Para a nossa companhia.

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E nos dê tranquilidade

No passar de cada instante,

P’ra que a nossa f’licidade

Tenha um Ano deslumbrante.

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Rama Lyon

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

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Feliz Natal

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Para todos os meus amigos espalhados
pelo mundo
um grande abraço natalício
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Vai nascer o Deus menino

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Vai nascer o Deus Menino

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Vinte e quatro de Dezembro,

Como é bom ser pequenino

Olho as horas e relembro,

Vai nascer o Deus Menino.

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Como é linda a minha aldeia,

Branca de neve a brilhar,

Onde o povo tanto anseia

Que a meia-noite vá chegar.

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A fogueira já crepita

Entre risos e alegrias

Esperando, tão bonita

A chegada do Messias…

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E a família está reunida

Numa imagem celestial

A cantar um hino à vida,

Nesta noite de Natal.

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Esta festa é com certeza

A melhor da pequenada,

Que Deus sentou à mesa

Na ternura da consoada.

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Tocam os sinos na igreja

A primor que é um regalo,

Todos pensam, talvez seja

Para a missa do galo.

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Com a vinda de Jesus

Haja paz, haja alegria

Cubra-se o Mundo de luz

Com mil raios de poesia.

Rama Lyon

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sábado, 16 de outubro de 2010

Dezasseis de Outubro

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Nesta data que hoje vou

Recordar uma vez mais,

Uma cegonha pousou

No telhado dos meus pais.

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Deslizou devagarinho

Como quem vinha por bem

E foi pôr-me com carinho

Nos braços da minha mãe.

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Foi um correio especial

Que acabava de chegar,

Uma prenda filial

P´ra dar vida àquele lar.

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Como é que isto pode ser,

Ninguém pára o progresso,

A encomenda veio cá ter

Sem ter selo nem endereço.

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Foram instantes d’alegria

Vividos naquela hora,

Que lembramos dia a dia

Pela nossa vida fora.

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Tantos anos já passaram

Desde a minha meninice,

Que ao longo me deixaram

Caminhando prá velhice.

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Mas não quero hoje chorar

Sobre as folhas do calendário

E feliz…vou festejar

Mais um dia d’aniversário.

Rama Lyon

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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Lágrimas de emigrante

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Lágrimas de emigrante

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Nos braços duma quimera

Converti-me em emigrante,

Ganhei a saudade austera

Que me abraça a cada instante.

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Ao partir ao Deus dará,

A minha aldeia deixei

E ninguém hoje saberá

Quando eu lá voltarei.

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Tendo o Céu como parceiro

Nesta minha grande empresa,

Sou um pobre mensageiro

Da cultura portuguesa.

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Assim ando vagueando

Pelos trilhos que Deus quis,

Nesta vida caminhando

A clamar o meu país.

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Sem juiz fui condenado

Como um dia o foi Jesus,

Sigo sempre carregado

Com o peso da minha cruz.

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Como um ser que hoje tem

Um fado em cada esquina,

Não torno culpas a ninguém,

Esta é bem a minha sina.

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Essa mesma que um dia

Me trocará a vida errante

Por uma grande alegria,

De não mais ser emigrante.

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Rama Lyon

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