domingo, 19 de fevereiro de 2012

Carnaval, ponto...final

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Carnaval, ponto…final

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Ai Carnaval, Carnaval,

Nem te digo nem te conto,

Nosso “rei” de Portugal

Não te deixa fazer ponto.

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Mas isso não te embaraça

De brincar bem animado,

Já que alguém sem ter graça

Anda sempre mascarado.

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Não te deixes intimidar

Com a grande baralhada,

Vem pra rua, vem gozar,

Em Buarcos e Mealhada.

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Por Torres Vedras também,

Em Loulé e mesmo Ovar,

Mostra lá que o povo tem

Maneiras de deslumbrar.

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Tens o jeito de ser forte

P’ra alegrar a nossa gente,

Desde o sul até ao norte

Quero ver malta contente.

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Traz a força, aos foliões,

Com ponto ou sem pontos,

Alegra-lhe os corações

Até eles ficarem tontos.

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Haja ao menos alegria

E que ninguém leve a mal,

Nesta onda de folia,

Destes dias de Carnaval.

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Rama Lyon

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

No altar daquela igreja

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No altar daquela igreja

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A igreja dava sinais,

Duma festa requintada

E a beleza dos vitrais

Parecia a luz sagrada.

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Um casal de namorados

Lado a lado no altar,

Ternamente apaixonados

Dentro em breve iam casar.

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Dois corações palpitando

Em perfeita sintonia,

Desde à muito, esperando,

A chegada deste dia.

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E num mundo d,esperanças

Com amor no coração,

Trocaram-se as alianças

Pra selar esta união.

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Com seus olhos de carinho,

Pensando em S. Valentim,

Na ternura dum beijinho

Para a vida, disseram sim.

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Os sinos repenicaram

A saudar, nesse momento,

Duas vidas que se juntaram.

Por laços do casamento.

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E todos os convidados

Aplaudiram em alta voz,

Esses dois recém casados,

Que afinal, éramos nós.

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Rama Lyon

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domingo, 29 de janeiro de 2012

SERRA NEVADA

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SERRA NEVADA

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Regressei à minha terra

Pelo braço da saudade

E com a neve da serra

Relembrei a mocidade.

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Fiquei preso ao panorama,

Como quem sonha acordado

Ao ver, branquinha a rama,

Das árvores do povoado.

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Meu olhar foi vagueando

Pela encosta prateada

Onde o sol ia beijando

A linda serra nevada.

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Por momentos recordei

O passado que descreve,

Os sítios onde brinquei

A fazer bolas de neve.

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Passei p la fonte velhinha

Onde outrora os namorados,

Em vez de água fresquinha

Tinham beijos acalorados.

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E na minha velha casa

Onde acabo de chegar,

Na lareira arde a brasa

Para o frio afugentar.

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Como é bom sentir agora

A ventura da chegada

E, ver do lado de fora,

A minha serra nevada.

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Rama Lyon

domingo, 8 de janeiro de 2012

Mais um passo no calendario

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Mais um passo no calendário

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Cada vez com mais cansaço

Nesta luta destemida,

Completámos mais um passo

No calendário da vida.

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Com foguetes a estoirar

Entre cânticos do povo,

Acabámos de chegar

A mais outro Ano Novo.

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Que grande felicidade

Neste barco que balança,

Tudo anda em tempestade

Mas em nós há esperança.

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Ninguém sabe o amanhã,

Mas isso, pouco importa,

Com alegria pura e sã

Já lhe abrirmos a porta.

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E depois de ter entrado

Dê a coisa por onde der

É pôr o medo de lado

E seja o que Deus quiser.

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Apesar da crise, rude,

Que nos está a envolver,

Haja sempre muita saúde

E a vontade de vencer.

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Seja um ano de fervor,

Dois mil e doze, gaiteiro,

Que nos traga muito amor

Já que ele não tem dinheiro.

Rama Lyon

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sábado, 31 de dezembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O Outono da minha aldeia

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O Outono da minha aldeia

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Cai a folha ao castanheiro,

Nesta quadra Outonal,

E o vento corre brejeiro

Refrescando Portugal.

A castanha vem de novo

Entre dois copos de vinho,

Alegrar o nosso povo

Na noite de S. Martinho.

Os campos perdem o brio

Numa cor amarelada,

Começou a fazer frio

E a terra ficou gelada.

Já é tempo da velhinha

Ir ao monte p’ra colher

Três cavacos e uma pinha,

Para o lume ir acender.

E depois lá na lareira,

No conforto do seu lar,

Dar graças, por ser da Beira

E na aldeia hoje morar.

Como é linda a sua terra,

A qual vai dentro em breve,

Cobrir de branco a serra,

Com fino manto de neve.

E depois nesta odisseia

O ditado, já é eterno,

O Outono deixa a aldeia

E a seguir vem o Inverno.

Rama Lyon

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Poema da 1477

A Companhia 1477

de férias na Guiné
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Este poema, retraça o triste cenário, daquilo que foi a vida dos antigos combatentes, a passarem "férias" forçadas, lá por essas terras distantes.

Para o ler click no link abaixo
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