quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
OS CAMINHOS DO AMOR
Nos tempos da mocidade
Deus traçou a minha sorte,
E nas asas da liberdade
Eu parti sem passaporte.
Eram os anos da inocência,
De uma vida feita em flor,
Onde os ventos da evidência
Me conduziam pró amor.
Percorri muitos caminhos
Sem rumo nem direcção
E entre rosas e espinhos
Procurei teu coração.
Nessa longa caminhada
Que eu vivi com tal ardor,
Tinha a fé incontestada
De achar um grande amor.
E no fim desse caminho,
Como raios de primavera,
Encontrei lá num cantinho
Dois braços à minha espera.
Fez-se o sonho realidade,
Nessa hora à tua beira,
Começou a felicidade
Contigo prá vida inteira.
Os versos deste poema
Hoje são velha paisagem,
Mas eu nunca senti pena
De ter feito esta viagem.
Rama Lyon
domingo, 6 de janeiro de 2013
Este ano 2013
No girar que a terra tem
Com Janeiro a aparecer,
Parte um ano, outro vem,
É assim nosso viver.
O que passou, nós sabemos,
Como foi, o que nos deu,
Mas aquele que hoje temos
É surpresa… digo eu.
Já muito tenho falado
No começo de cada ano,
Mas agora embaraçado
Tenho medo dum engano.
As coisas estão tão mal
Neste mundo ao desprazer
Que eu confesso, afinal,
Não saber o que dizer.
Quero apenas desejar
Ao nosso ilustre povo,
Coragem p,ra suportar
Os rigores do Ano Novo.
E que Deus ande por perto
Divulgando sua virtude,
Para neste mundo incerto
Nos dar um pouco de saúde.
Neste ano em questão,
Seja lá o que ele for,
Desejo do coração;
Santa paz e muito amor.
Rama Lyon
domingo, 23 de dezembro de 2012
Um pedido de Natal
Um pedido de Natal
Um menino de pouca idade
À deriva em Portugal,
Ao ver tanta austeridade
Escreveu ao Pai Natal.
Não pedia nenhum brinquedo,
Mas apenas, ficar seguro,
De poder andar sem medo
P’los caminhos do futuro.
Hoje pisa a incerteza,
Sem ter rumo, caminhando,
Na estrada da pobreza,
Sabe Deus até quando.
Nem mesmo esta criança
A passar horas delirantes,
Hoje sente a confiança
Nestes nossos governantes.
Por isso o seu pedido,
Que é um grito d’infeliz,
Fica aqui bem dirigido
Aos ‘senhores’ deste país.
Que haja paz e sossego
Por toda a nossa nação,
E o seu pai tenha emprego
Para em casa haver pão.
Fica claro o seu intento
Nos versos deste poema,
Que Jesus esteja atento,
E resolva seu problema.
Rama Lyon
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Temporal no meu país
Houve alguém a provocar
Um tremendo temporal,
Que começa a devastar
Este pobre Portugal.
É uma nuvem de tormentos
A pairar sobre a nação,
Onde já sopram os ventos
Duma enorme confusão.
Num constante rodopio
À volta deste tornado,
Faça sol, ou faça frio,
Pobre Zé está tramado.
Quase nada há a fazer
Em face do vendaval,
É gramar até poder
Para salvar Portugal.
Pouca sorte, mau castigo,
Que esta vida nos dá.
Somos povo sem abrigo
Caminhando ao Deus dará.
Por um trilho infeliz
O Abril foi-se afastando
E os cravos do meu país
Pouco a pouco vão murchando.
Tristemente, aguardamos,
O final da tempestade,
Para ver se encontramos
Outra vez tranquilidade.
Rama Lyon
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
A
escada da amizade
Construi
a minha escada
Com
degraus de amizade,
Para
a paz ser alcançada
Com
melhor facilidade.
Neste
meu lindo viver
Procuro
com insistência,
Dia
e noite combater
Toda
a forma de violência.
Só
assim sinto o amor
Nestes
sonhos que são meus.
Respeito
seja quem for
Na
feliz graça de Deus.
Detesto,
quem nesta vida,
Só
procura fazer o mal
Na
silhueta escondida,
Dum
instinto de animal.
.
Com
certeza era melhor
Caminharmos
mão na mão,
Plos
caminhos do amor,
Em
perfeita comunhão.
Fazer
alta à decadência
Que
o nosso mundo tem
E,
findar com a violência,
Que
não alimenta ninguém.
Para quê, luta aguerrida,
Procurando
as arrelias,
Se
afinal a nossa vida,
Neste
mundo, são dois dias.
Rama
Lyon
domingo, 26 de agosto de 2012
O domingo do Senhor
O domingo do Senhor
Vejo o sol a despontar.
É domingo, belo dia,
E eu deixo-me sonhar
Plos caminhos da poesia.
Deito os olhos ao horizonte
Onde agora brilha a serra,
Com a luz que vem defronte
Pra beijar a minha terra.
E o cantar das aves lindas
Em completa sinfonia
Vem trazer as boas-vindas
No limiar dum novo dia.
Bons momentos naturais
Pela encosta já dispersos,
Com centenas de ideais
Pra dar vida aos meus versos.
Dentro em breve irão tocar
Os sinos da nossa igreja,
Como santos a implorar
Para que Deus nos proteja.
Assim vai passando o dia
No rosário do Senhor,
Entre horas de alegria
Muita paz e muito amor.
Um domingo a valer
Onde Deus me deu o tema,
Com que eu pude fazer
As linhas deste poema.
Rama Lyon
Rama Lyon
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