terça-feira, 10 de Novembro de 2009

A noite de São Martinho


A noite de São Martinho



O meu rico S. Martinho

É tão farrista que até,

Faz cantar o Zé-povinho

Com dois copos d’água-pé.

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Foi cavaleiro romano

Com aprumo e distinção,

Chega sempre ao fim do ano

Com solzinho de Verão.

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Em Novembro sorridente

Vem lembrar suas façanhas,

Canta e dança alegremente

Ao estoiro das castanhas.

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Tem uma noite de alegria

Misturado com o povo

Que celebra com folia

A festa do vinho novo.


Nossa malta perturbada

Anda levada da breca

A comer castanha assada

E a beber pela caneca.

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Como é bom viver assim,

Sem da crise ter-mos susto,

Nesta noite sem ter fim

À volta deste magusto.


E o povo na brincadeira

Vai ficando coradinho,

Durante a noite inteira

A saudar o S. Martinho.



Rama Lyon


domingo, 8 de Novembro de 2009

A vida de pastor


A vida de Pastor

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Ainda o sol não despontou

A dar vida à paisagem,

Já o pastor encaminhou

O rebanho prá pastagem.

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Segue o ditado de outrora

Como seu pai já dizia,

Ser ao romper da aurora

Que começa um novo dia.

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Leva às costas o cajado

Em madeira de castanho

Com que vai guiando o gado

Na traseira do rebanho.

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E seu cão, sempre atento,

A qualquer rês tresmalhada,

Vai na frente, rabugento,

Com a cauda levantada.

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Quando chegam ao destino

Tudo fica em calmaria,

O rebanho põe-se fino

A pastar durante o dia.

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À noite volta de novo

Com a graça do Senhor,

Como bom filho do povo

Que optou em ser pastor.

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No curral descansa o gado

Com o cão por companhia

E até mesmo o cajado

Fica à espera dum outro dia.

Rama Lyon

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sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Novo ano escolar


Novo ano escolar

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Criança que vais contente

P’la calçada a saltitar,

Vais poder novamente

Aos estudos regressar.

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Levas tantas coisas sérias

Ordenadas na sacola,

Dizendo adeus às férias

A caminho da escola.

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Na tua face carinhosa,

Os teus olhos são mendigos

Que te levam toda airosa

Em busca dos teus amigos.

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Coisas lindas vais contar

Daquilo que se passou,

Nessas férias d’encantar

Que o passado já levou.

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Mas agora vais estudar

E portar-te muito bem,

Teus deveres respeitar

Para um dia seres alguém.

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Um beijinho também dou

Com toda a honradez

À criança que ingressou

Pela sua primeira vez.

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Todos têm um passaporte

P’ra entrar na escola agora,

Que Deus vos dê muita sorte

No raiar de cada aurora.

Rama Lyon

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Um beijinho muito especial para o Gabriel e outro para Isabel Maria,

não esquecendo os meus netinhos, João Pedro e Daniela Alexandra.

Boas entradas

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sábado, 22 de Agosto de 2009



Quatro anos depois, quero aqui recordar o triste incêndio que veio trágicamente visitar a zona urbana da cidade de Coimbra, na madrugada de 22 de Agosto de 2005.



COIMBRA CERCADA PELAS CHAMAS



O fogo nas asas do vento

Desceu da serra a correr

E passado pouco tempo

Coimbra estava a arder.

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Foi uma vaga d’aflição;

Mar de chamas, ansiedade,

O inferno em revolução,

À volta desta cidade.

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Consumindo habitações

E tudo mais onde passava,

Sem reparar nas aflições

Que a tanta gente causava.

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Labaredas incontroladas

Por todo o lado sem rumo,

Reduziam florestas amadas,

Em tristes nuvens de fumo.

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Frente aos olhos de pavor

De tantas cabeças humanas,

Foi destruída, que horror,

A Mata de Vale de Canas.

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Coimbra ficou doente

Depois desta operação.

Perdeu-se na cinza quente,

Enterrado o seu ‘pulmão’.

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Que Deus nos dê a coragem

P´ra esta batalha vencer

E ter de novo a paisagem

Com árvores a enverdecer.


Rama Lyon

NOTA: Este poema foi escrito em Agosto de 2005, quando as

cinzas ainda fumegavam em redor da cidade.


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terça-feira, 11 de Agosto de 2009

O meu Mangueiro... continuação

A HISTÓRIA DE UM MANGUEIRO
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Fotos...VASCO RAMA

Para todos os meus amigos, que se interessam pelo desenvolvimento deste mangueiro, a ''viver'' no meu jardim, na região de Coimbra, aqui deixo as últimas
notícias. Ainda não atingiu os 30 metros de altura, mas como podem observar, já tem um pequenino fruto.




terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Com a nossa pura amizade

...Dedicado aos nossos grandes amigos, Nanda e Eduardo com toda a nossa simpatia e amizade.
Beijinhos e sejam muito felizes.

António e Cidália

domingo, 2 de Agosto de 2009

As Férias do Emigrante

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Já chegou a Portugal

Passar férias outra vez,

Num enlevo cordial

O emigrante português.

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Traz na ‘‘mala de cartão’’

Mil histórias p’ra contar,

E a ânsia no coração

De a família abraçar.

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Tanto tempo já passou

Sem os seus amigos ver,

Mas agora já chegou

P’ra com eles conviver.

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Como ele fica contente

No regresso à sua terra,

Desfrutando novamente

A beleza qu’ela encerra.

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Está a rua engalanada,

Tão linda que regozija

Toda a gente na calçada

Nestes dias de festa rija.

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Vão ser horas d’alegria

Que aqui se vão passar

Esquecendo aquele dia

Em que tem que regressar.

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Seu viver é uma rotina

De ir e vir com altivez

E assim cumpre a sua sina,

O emigrante português.

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Rama Lyon

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