terça-feira, 2 de agosto de 2011

A capelinha do monte

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A capelinha do monte

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Lá no alto, tão branquinha

No esplendor da serrania,

Brilha aquela capelinha

Onde nós fomos um dia.

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Decorria a procissão

Quando eu te abordei

E ao bater do coração

Meu amor te declarei.

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Lembro ainda com saudade

O vermelho do teu rosto

A corar de f’licidade

Nesse lindo mês d’Agosto.

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Com a nossa timidez

Num beijinho doce e terno

Fizemos com sensatez

Uma jura d’amor eterno.

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Na romaria do monte

Enlaçados mão na mão,

Como a água lá na fonte

Nasceu a nossa paixão.

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E cresceu cada vez mais

Ao longo de muitos anos,

Sem nunca haver temporais

Decepções ou desenganos.

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Louvada seja a Senhora

Que mora naquele altar

Pela ideia protetora

Que teve em nos juntar.

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Rama Lyon

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