terça-feira, 22 de março de 2011

Poeta Perdido

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A guerra voltou de novo

A este Mundo incapaz

De controlar o seu povo

Que não quer viver em paz.

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E nós vamos assistindo

Ao semear da destruição,

Com as bombas já caindo

A matar sem compaixão.

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No ’’poleiro’’os fabricantes

Desta máquina infernal

Vão dizendo, delirantes,

Que é para atacar o mal.

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Eu talvez, seja ignorante

Nesta guerra sem juízo.

Mas não vejo um só instante

Que tal acto seja preciso.

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Já pensei a vida inteira

Sem poder compreender,

Se não há outra maneira

D’haver calma sem morrer.

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Neste mundo, entristecido,

Eu não sei mais o que sinto,

Sou um poeta, já perdido

No centro dum labirinto.

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Mas no fundo até percebo

Que p’ró mal que há na terra,

Não são os versos q’escrevo

Que farão parar a guerra.

Rama Lyon

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2 comentários:

Fernanda Maria Rocha Mesquita disse...

ola' amigo. tao acertado este seu poema. tambem tantas vezes ja refleti e nao encontro razao para tanta guerras, para tanto desperdicio de dinheiro quando se fala de crise.
vou editar tambem em viver e sentir. e' muito oportuno o seu poema. beijinhos para a Cidalia.
com muita amizade
fernanda

Eduardo Mesquita disse...

Quando leio estes alertas acerca da guerra fico sempre com a ideia que a guerra é um dos simbolos do homem, porque posso voltar bem atraz, desde à longos séculos e chego a conclusão que homem sempre viveu em permanentes conflitos. Porquê? Porque o homem é um ser interesseiro e o interesse está sempre ligado à ideia de poder.
O homem gosta de se sentir poderoso (Júlio Cesar na antiga Roma, Napoleão, Hitler e mais recentemente outros que não vale a pena dizer o nome) e como tal para que esse poder se possa mostrar, têm que tentar usurpar aquilo que lhes não pertence. Aliás é esse o factor comum que existe entre todos esses senhores...mas há os que lutam pelo reaver daquilo que lhes pertence, que são quase sempre os mais necessitados e embora não tendo meios para comprar armas, essas mesmas armas são -lhes fornecidas por outros senhores que de assim de uma forma indirecta fomentam uma guerra para combater o interesse de outros.
A guerra fria entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética antes do desmoronamento da União Soviética, é um perfeito exemplo de como duas potências lutavam indiretamente, através do fornecimento de armas a povos que lutavam pela autodeterminaçao como por exemplo a Angola, ante o regime português, em que os americanos apoiavam a UNITA só porque os soviéticos apoiavam o MPLA.
Este tipo de guerra ainda hoje existe a outros niveis. Tudo isto só para realçar a necessidade que os homens têm em fomentar este tipo de conflitos.
Um abraço.
Eduardo.