sábado, 31 de dezembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
O Outono da minha aldeia

O Outono da minha aldeia
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Cai a folha ao castanheiro,
Nesta quadra Outonal,
E o vento corre brejeiro
Refrescando Portugal.
A castanha vem de novo
Entre dois copos de vinho,
Alegrar o nosso povo
Na noite de S. Martinho.
Os campos perdem o brio
Numa cor amarelada,
Começou a fazer frio
E a terra ficou gelada.
Já é tempo da velhinha
Ir ao monte p’ra colher
Três cavacos e uma pinha,
Para o lume ir acender.
E depois lá na lareira,
No conforto do seu lar,
Dar graças, por ser da Beira
E na aldeia hoje morar.
Como é linda a sua terra,
A qual vai dentro em breve,
Cobrir de branco a serra,
Com fino manto de neve.
E depois nesta odisseia
O ditado, já é eterno,
O Outono deixa a aldeia
E a seguir vem o Inverno.
Rama Lyon
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Poema da 1477
sábado, 27 de agosto de 2011
CONVIVIO da Companhia1477

COMPANHIA DE CAÇADORES 1477
Numa atmosfera de alegria indiscutível, realizou-se em S. Mamede/Fátima, no passado dia 14 de Agosto de 2011, o segundo convívio, dos antigos combatentes da Companhia de Caçadores 1477, que prestaram serviço militar na antiga província ultramarina da GUINÉ.
Neste dia de franca camaradagem, trocou-se a espingarda e o morteiro pela faca e o garfo e a “nossa guerra”, ao contrário de ter sido travada na agitação da selva, foi calmamente feita à volta de uma mesa bem recheada.
No final desta maravilhosa festa, só nos restou, agradecer reconhecidamente, ao nosso amigo e camarada de armas, Américo Jesus Nunes, pela organização de tal evento, que mais uma vez esteve a seu cargo.
Obrigado a todos pela vossa simpática presença.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
A capelinha do monte

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A capelinha do monte
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Lá no alto, tão branquinha
No esplendor da serrania,
Brilha aquela capelinha
Onde nós fomos um dia.
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Decorria a procissão
Quando eu te abordei
E ao bater do coração
Meu amor te declarei.
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Lembro ainda com saudade
O vermelho do teu rosto
A corar de f’licidade
Nesse lindo mês d’Agosto.
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Com a nossa timidez
Num beijinho doce e terno
Fizemos com sensatez
Uma jura d’amor eterno.
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Na romaria do monte
Enlaçados mão na mão,
Como a água lá na fonte
Nasceu a nossa paixão.
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E cresceu cada vez mais
Ao longo de muitos anos,
Sem nunca haver temporais
Decepções ou desenganos.
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Louvada seja a Senhora
Que mora naquele altar
Pela ideia protetora
Que teve em nos juntar.
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Rama Lyon
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sábado, 16 de julho de 2011
Antigos combatentes da Guiné
domingo, 3 de julho de 2011
C C 1477
COMPANHIA DE CAÇADORES 1477
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Vai realizar-se em FÁTIMA , no próximo dia 14 de Agosto de 2011
mais um almoço/convívio dos antigos combatentes, desta companhia, que prestaram serviço militar na antiga província ultramarina da GUINÉ.
Venham todos a este nosso encontro e façam-se acompanhar de vossos
familiares e amigos.
Para contactos e inscrições:
Senhor: Américo Jesus Nunes, Telemóvel….
960 490 376
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segunda-feira, 30 de maio de 2011
Meu florido mês de Maio
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Meu florido mês de Maio
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Andei por campos em flor,
Ouvi ao longe cantar o gaio,
Deslumbrei-me com o odor
Deste lindo mês de Maio.
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E no cheiro desmedido
Que por sorte respirei,
Fiz o poema mais florido
Que algum dia já assinei.
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Com seu fato domingueiro
Este mês assim tão belo,
Vestia o campo e o outeiro
De vermelho e amarelo.
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Até as aves do monte
No seu terno chilrear,
Diziam à água da fonte
Para os campos ir regar.
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E no meio dessa beleza
Eu fiquei maravilhado,
Respirando a natureza
A florir por todo o lado.
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Pela beira do caminho
Que tão lindas rosas tinha,
Apanhei um bom raminho
Para a minha ‘’queridinha’’.
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Os meus beijos lhe juntei,
E a correr como um catraio,
Lindo encanto lhe levei
Dum florido mês de Maio.
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Rama Lyon
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terça-feira, 26 de abril de 2011
Uma Páscoa especial

…Uma Páscoa especial...
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Era Páscoa na aldeia,
A cruz andava na rua,
E Jesus da Galileia
Foi da minha casa à tua.
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As pessoas, animadas,
Marcavam sua presença,
Tão alegres, bem trajadas,
Na fé pura duma crença.
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Quando entrei no teu lar
Para beijar o Senhor,
Cruzei-me com teu olhar
E vi nele todo o fulgor.
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Entre nós então surgiu
Qualquer coisa retumbante,
Que p’ra sempre nos uniu
Naquele pequeno instante.
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Ao beijares aquela cruz
Tive em mim um tal desejo,
De sentir, como Jesus,
A carícia do teu beijo.
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Nesse dia primaveril
Com ternura tão sincera,
Eu fui cravo de Abril
E tu flor da Primavera.
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Muita Páscoa já passou
P’lo jardim da nossa vida,
Mas essa que nos juntou
Nunca vai ser esquecida.
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Rama Lyon
quarta-feira, 30 de março de 2011
Minha linda magnólia
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Minha linda magnólia
Oh magnólia, meu encanto,
Das flores formando um véu,
Que estão em doce pranto
Viradinhas para o céu.
Embelezas meu jardim
Numa dádiva sincera,
Com teu manto de cetim
Colorindo a Primavera.
És um raio de alegria
Dando luz a um belo tema,
Num jardim de poesia
Onde eu fiz este poema.
Até mesmo os passarinhos
Como bons respeitadores
Não fazem em ti os ninhos
P’ra poupar as tuas flores.
És por todos, admirada,
Pela tua grande beleza.
Linda estrela, iluminada,
A dar brilho à Natureza.
Quando o vento acaricia
Tuas pétalas levemente,
Elas lançam a poesia
Na alma da nossa gente.
Mesmo próximas da meta
A tombarem para o chão,
Ainda alegram o poeta
A quem deram inspiração.
Rama Lyon
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terça-feira, 22 de março de 2011
Poeta Perdido

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A guerra voltou de novo
A este Mundo incapaz
De controlar o seu povo
Que não quer viver em paz.
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E nós vamos assistindo
Ao semear da destruição,
Com as bombas já caindo
A matar sem compaixão.
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No ’’poleiro’’os fabricantes
Desta máquina infernal
Vão dizendo, delirantes,
Que é para atacar o mal.
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Eu talvez, seja ignorante
Nesta guerra sem juízo.
Mas não vejo um só instante
Que tal acto seja preciso.
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Já pensei a vida inteira
Sem poder compreender,
Se não há outra maneira
D’haver calma sem morrer.
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Neste mundo, entristecido,
Eu não sei mais o que sinto,
Sou um poeta, já perdido
No centro dum labirinto.
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Mas no fundo até percebo
Que p’ró mal que há na terra,
Não são os versos q’escrevo
Que farão parar a guerra.
Rama Lyon
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Romance amoroso

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Romance amoroso
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Há muitos versos de amor
Incertos nas asas do vento
Mas os que têm mais valor
Trago-os eu no pensamento.
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Foi a seta do Cupido
Com a tinta da paixão
Que pôs versos com sentido
No meu pobre coração.
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Tinhas tu, dezassete anos,
Linda flor na mocidade,
Quando eu sem ter enganos
Me apaixonei de verdade.
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Desde logo no meu peito
Se começou a escrever
Um romance tão bem feito
Que melhor não deve haver.
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E a prova do que digo
Está nesta caminhada
Que eu fiz junto contigo
Pela vida de mão dada.
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Linda história, tão sentida,
Que nosso amor escreveu,
No livro da própria vida
Que até hoje ninguém leu.
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Esta chama abençoada
Que nos une tanto assim,
É por nós comemorada
No dia de S. Valentim.
Rama Lyon
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