sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Passarinho atormentado

Sou um triste passarinho Nesta vida atormentado A viver sempre sozinho No beiral do teu telhado. Nas horas que vão passando, No meio das noites serenas, Dia a dia vou arrastando O peso das minhas penas. Mas tu andas descuidada Sem me dares um só olhar, A janela está fechada E eu assim não posso entrar. Se eu podesse transpor A blindagem da tua casa Fazia-te um ninho d'amor No calor da minha asa. Basta abrires a janela E aquilo que logo faço É passar através dela P'ra poisar no teu regaço. Levarei para a tua mesa Migalhinhas do meu pão E tu ficas com certeza Dona do meu coração. Depois quando fores rainha De todos os meu carinhos, Serás a doce mãezinha Dum bando de passarinhos.

RAMA LYON

2 comentários:

nanda disse...

Lindo!... A natureza tem um impacto enorme sobre mim. Pela menos nela encontramos a beleza da vida e tão bem descrita no seu poema

Ana Átman disse...

Que lindinho, que doce... Eu quero!