sábado, 31 de janeiro de 2009

Sonhando à beira-mar

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Sonhando à beira-mar

Estava eu à beira-mar,

Veio uma onda de poesia

Que me deixou a pensar,

Se era amor que eu sentia.

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Por momentos, meio perdido,

Vi um anjo todo airoso

Que me disse ao ouvido;

Meu amigo, estás amoroso.

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Meu peito ficou enleado

Minha cabeça irrequieta,

Nunca me tinha lembrado

Que tinha alma de poeta.

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E nas vagas espumando

Ao sabor da maré-cheia,

Vi nas águas caminhando

Junto à costa uma sereia.

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Foi então que eu senti

Meu coração perturbado

E depressa compreendi

Que já estava apaixonado.

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Nada mais pude fazer

Nesse instante de magia

Que não fosse o escrever

Nas ondas da poesia.

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Sete quadras imprimi

Pra mais tarde recordar

Esse sonho que eu vivi

Certo dia à beira-mar.

Rama Lyon

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A amizade e eu

A Amizade e eu

Escolhi para o meu leito O lençol da Amizade Em ternuras, meus sonhos deito Cobre-me... a serenidade. Em lágrimas e sorrisos Em alegrias e tristezas Em momentos precisos A Amizade são certezas. Nessa almofada perfumada Nesse lençol encontrado A amizade conquistada É um poema fielmente... costurado. Poema que me transforma Poema que me cativa Da solidão me reforma E me faz sentir... que estou viva! Fernanda Rocha

domingo, 25 de janeiro de 2009

sábado, 24 de janeiro de 2009

A dor do abandono!!!

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O texto que a seguir vou deixar ao vosso critério, veio ''aterrar'' à minha caixa de correio electrónico, enviado por uma amiga e, pelo seu conteúdo, triste realidade dos nossos dias, me deixou deveras impressionado. Com esperança, de ele poder vir a modificar certos comportamentos humanos, aqui o deixo.
Desculpem a tristeza destas linhas.
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A DOR DO ABANDONO!!!
Era uma manhã de sol quente e céu azul quando o humilde caixão contendo um corpo sem vida foi baixado à sepultura. De quem se trata? Quase ninguém sabe. Muita gente acompanhando o féretro? Não. Apenas umas poucas pessoas. Ninguém chora. Ninguém sentirá a falta dela. Ninguém para dizer adeus ou até breve. Logo depois que o corpo desocupou o quarto singelo do asilo, onde aquela mulher havia passado boa parte da sua vida, a moça responsável pela limpeza encontrou em uma gaveta ao lado da cama, algumas anotações. Eram anotações sobre a dor... Sobre a dor que alguém sentiu por ter sido abandonada pela família num lar para idosos... Talvez o sofrimento fosse muito maior, mas as palavras só permitem extravasar uma parte desse sentimento, grafado em algumas frases: Onde andarão meus filhos? Aquelas crianças ridentes que embalei em meu colo, alimentei com meu leite, cuidei com tanto desvelo, onde estarão? Estarão tão ocupadas, talvez, que não possam me visitar, ao menos para dizer olá, mamãe? Ah! Se eles soubessem como é triste sentir a dor do abandono... A mais deprimente solidão... Se ao menos eu pudesse andar... Mas dependo das mãos generosas dessas moças que me levam todos os dias para tomar sol no jardim... Jardim que já conheço como a palma da minha mão. Os anos passam e meus filhos não entram por aquela porta, de braços abertos, para me envolver com carinho... Os dias passam... e com eles a esperança se vai... No começo, a esperança me alimentava, ou eu a alimentava, não sei... Mas, agora... como esquecer que fui esquecida? Como engolir esse nó que teima em ficar em minha garganta, dia após dia? Todas as lágrimas que chorei não foram suficientes para desfaze-lo. Sinto que o crepúsculo desta existência se aproxima... Queria saber dos meus filhos... dos meus netos... Será que ao menos se lembram de mim? A esperança, agora, parece estar atrelada aos minutos... que a arrastam sem misericórdia... para longe de mim. Às vezes, em meus sonhos, vejo um lindo jardim... É um jardim diferente, que transcende os muros deste albergue e se abre em caminhos floridos que levam a outra realidade, onde braços afetuosos me esperam com amor e alegria... Mas, quando eu acordo, é a minha realidade que eu vejo... que eu vivo... que eu sinto... Um dia alguém me disse que a vida não se acaba num túmulo escuro e silencioso. E esse alguém voltou para provar isso, mesmo depois de ter sido crucificado e sepultado... E essa é a única esperança que me resta... Sinto que a minha hora está chegando... Depois que eu partir, gostaria que alguém encontrasse essas minhas anotações e as divulgasse. E que elas pudessem tocar os corações dos filhos que internam seus pais em asilos, e jamais os visitam... Que eles possam saber um pouco sobre a dor de alguém que sente o que é ser abandonado... A data assinalada ao final da última anotação, foi a data em que aquela mãe, esquecida e só, partiu para outra realidade. Talvez tenha seguido para aquele jardim dos seus sonhos, onde jovens afetuosos e gentis a conduzem pelos caminhos floridos, como filhos dedicados, diferentes daqueles que um dia ela embalou nos braços, enquanto estava na terra. Estou fazendo a minha parte,realizando a vontade de alguem abandonado.Pergunto-me como filhos insensíveis tem coragem de fazer isto com seus pais... *** Texto copiado na íntegra

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Mensagem

MENSAGEM
Num queixume prolongado Esvai-se a vida do nosso Planeta Com o coração magoado Pede ajuda ao poeta O seu manto fino do espaço Oferece ao poeta ... como leito Para que testemunhe o seu cansaço E escreva o poema perfeito Pede ao Homem... o Planeta Que pare de destruir Que mais guerras não cometa Que não deixe a vida... fugir Em queixume silencioso Manda o poeta escrever O Universo é um bem precioso Homem não o deixes... morrer E o poeta sem descansar Escreve ao branco, preto, rico ou pobre Descreve o verbo Amar Na vida... como a única causa nobre! Fernanda Rocha
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Escolhi no vasto panorama poético, da
minha amiga, Fernanda Rocha, este
poema que eu tanto adoro.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Um jardim de poesia

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Um jardim de poesia

Preparei o meu jardim

Com perfeita simetria,

Em vez de rosas e jasmim

Pus sementes de poesia.

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Tenho pouca habilidade

Mas vejo que fui capaz,

Com a força de vontade

Na vida tudo se faz.

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Quando a linda borboleta

Esvoaçar sobre este chão,

Verá que houve um poeta

Que lá semeou inspiração.

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E até mesmo os passarinhos

Entre a ramagem, dispersos,

Vão esperar dentro dos ninhos

O nascer destes meus versos.

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Como Deus é esperança

Deposito com firmeza

Toda a minha confiança

Nos poderes da Natureza.

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Com paciência vou esperar

Que esses versos vão surgindo

P’ra mais tarde os colocar

Nas asas dum sonho lindo.

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Quando o meu jardim crescer,

A minha alegria suprema,

É poder sempre viver

Á sombra desse poema.

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Rama Lyon

domingo, 18 de janeiro de 2009

ONDAS DE AMIZADE

Esta foto publicada recentemente na capa da revista '' MagMyPic'' demonstra bem, que ainda existe neste planeta, quem sinta amor pelos animais.
Eu confesso, ficar regozijado por tal acto de amizade. RAMA LYON

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A Madeira é um jardim

Tantos jardins percorri À volta da terra inteira, Mas o mais lindo que eu vi Foi a Ilha da Madeira. Recordo a minha alegria E o fascínio do momento Que eu senti naquele dia Ao ver tal deslumbramento. Foi tão grande a surpresa Que pairou dentro de mim Que minh'alma ficou presa No encanto deste jardim. Por momentos eu pensei Ser apenas uma miragem, Mas depressa me embalei Na magia desta paisagem.
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Compreendi, ser verdadeiro
Tudo aquilo que eu olhava
E admirei o jardineiro
Que tal sitio cultivava.
A Madeira é um lazer Que nos dá imenso gozo, Continuará sempre a ser Um jardim maravilhoso. Quando nós de lá partimos É tão grande a sensação Que no peito até sentimos Um jardim no coração. Rama Lyon

sábado, 10 de janeiro de 2009

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A noite e a cidade

A noite e a cidade

A noite, suave desceu,

À terra trazer o sossego

E a Figueira adormeceu

Nos braços do rio Mondego.

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No seu leito de menina

Vai ter sonhos cor-de-rosa.

Foge o sol que a ilumina,

Fica a Fonte Luminosa.

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Já não voa alegremente

Nas ramadas o passarinho.

Foi descansar calmamente

No conforto do seu ninho.

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Vendo a lua cintilando,

Uma sereia deslumbrada,

Junto à praia vai cantando

Até chegar a madrugada.

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Mas o vento agitador,

As ondas do mar sacode

E ao longe o pescador

Lança as redes como pode.

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Tu que enfrentas, meu amigo,

Os perigos mais diversos,

Que a noite, esteja contigo

Na poesia dos meus versos.

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Quando a aurora romper

E esta cidade acordar,

Graças a ti podemos ter,

O fruto que vem do mar…

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Rama Lyon

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

FELIZ ANO 2009

O Ano Velho já partiu
À pouco da nossa beira,
Mas o Novo já surgiu
A reinar na Terra inteira.
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Despontou com galhardia
Numa noite bem animada
Com a malta em folia
Festejando sua chegada.
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Mas agora vamos ver
Como vai ser destemido,
E eu até lhe vou fazer
Desde já este pedido.
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Oh meu rico Ano Novo
Eu te peço meio agitado,
Não ponhas o nosso povo
A viver mais enrascado.
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Cá por mim até pressinto
Que tu vais ser mesmo duro,
Temos que apertar o cinto
Mas não há mais nenhum furo.
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Meus amigos, paciência,
Temos mesmo que apertar,
Mas a minha consciência
Quer Bom Ano vos desejar.
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Sei que somos virtuais
Na amizade que nos move,
Que sejamos muito mais
Neste ano dois mil e nove.
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Rama Lyon

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A todos os meus amigos(as) em geral e,
aos habitantes deste planeta...
FELIZ ANO 2009