sábado, 6 de fevereiro de 2010

Na praia da Figueira

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Foi na Figueira da Foz

Que um dia te conheci,

Por um olhar entre nós

Eu fiquei louco por ti.

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Andavas de mini-saia,

Forma simples de trajar,

E até o vento na praia

Insistia prá levantar.

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O meu coração parou

Como barco dando à costa,

O teu rosto então corou

E eu vi logo a resposta.

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Era o amor vagueando

Ao sabor dos temporais,

Que me ia empurrando

Para ti, cada vez mais.

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Desenhei na areia fina

Nossos corações em flor

E acrescentei por cima;

Eu te amo meu amor.

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E feliz como a sereia

Vieste sem embaraços,

Sob o olhar da maré-cheia

Atirar-te prós meus braços.

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Aqueles beijos salgados

Que trocámos na Figueira,

Deixaram-nos enamorados

Pró resto da vida inteira.

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Rama Lyon

2 comentários:

Fernanda disse...

Bom dia... para o resto da vida permanecem as coisas verdadeiras. E as coisas verdadeiras so' existem em quem sente de verdade. E um bonito amor pode ser revivido e lembrado, assim com alegria e certeza. parabens aos dois. parabens pelas visitas que recebe no cantinho da poesia. fico feliz. pena que ande tao descuidado, aquele cantinho. resto de bom domingo

Eduardo Mesquita disse...

Quando se recorda assim, aquilo que passou à tanto tempo, é porque permanece em vós aquilo que os fez unir. Será bom que o possam recordar sempre assim e que tenham o mesmo entusiasmo de então. A juventude permanece em tudo aquilo que escreve e não se escreve sem se sentir.
Eduardo.